terça-feira, 15 de maio de 2012

Hidrogénio poderá ser futuro combustível nos transportes

   O facto de o petróleo estar a escassear não é novidade. Este material tem-se tornado mais valioso do que o ouro e são várias as linhas de investigação que procuram outras opções. Uma equipa de estudo liderada pela cientista indiana Elby Titus, do Centro de Tecnologia Mecânica e Automação do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Aveiro (UA), apresentou um novo composto que traz a possibilidade de o hidrogénio ser um combustível alternativo.
Elby Titus e o nanocompósito de grafeno-geolite com níquel.
   O nanocompósito de grafeno geolite com níquel e é um material que “tem a potencialidade de dissolver o hidrogénio”, segundo explicou Elby Titus, ao jornal «Ciência Hoje» («CH»). Recorde-se que este gás é altamente inflamável e “o maior problema até então era descobrir uma maneira de armazená-lo em veículos de forma segura”, continuou. No entanto, quando a equipa da UA percebeu que “o níquel tem a capacidade de separar a molécula de hidrogénio (H2) em radiacais de hidrogénio (H+)”, foi o primeiro passo para torna-lo suficientemente seguro.
   Através deste compósito de nanotubos de grafeno e geolite, com a adição (dopagem) de níquel, consegue-se armazenar hidrogénio nos veículos, tornando esta fonte de energia limpa e inesgotável acessível a todos os condutores. Este novo combustível é também leve e mais barato.
   O peso e o volume que teriam de ter os tanques de hidratos metálicos para dar resposta às necessidades de autonomia de um veículo movido a hidrogénio seriam incomportáveis. O recém-descoberto material, desenvolvido pela equipa da Elby Titus, permite um maior armazenamento de hidrogénio e, por isso, uma performance melhor dos veículos. A vantagem deste compósito é que absorve as moléculas de hidrogénio. Pode por isso ser colocado num reservatório onde, em contacto com o hidrogénio, o capta da sua estrutura molecular, libertando-o posteriormente, segundo refere o comunicado.
   O investigador do mesmo departamento, Víctor Neto, disse ainda ao «CH», que embora “não se saiba exactamente qual será o futuro” dos transportes, considera que “será quase de certeza eléctrico”. E o hidrogénio poderá ser usado em qualquer circunstância. “Em vez de queimar GPL ou gasolina, será possível fazê-lo com H2, assim como alimentar motores eléctricos”, assegurou.
   O hidrogénio tem a vantagem de ser leve, barato, não poluente e capaz de ser captado e libertado de forma controlada. Portanto, poderia trazer ao mundo dos transportes uma alternativa com menos poluição, sendo mais vantajosa financeiramente.


  • Esta é mais uma das noticias e descobertas relacionadas com o petróleo e combustiveis fosseis que achamos ser do interesse de todos.


Fonte: www.cienciahoje.pt

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Vírus inofensivo pode gerar energia eléctrica



   Cientistas da universidade norte-americana de Berkeley desenvolveram um método que utiliza vírus inofensivos para converter energia mecânica em electricidade. Os investigadores conseguiram criar um gerador capaz de produzir a corrente necessária para iluminar um pequeno ecrã LCD, que funciona pressionando com um dedo um eléctrodo do tamanho de um selo dos correios. O estudo está publicado na «Nature Nanotechnology».
   O botão que se pressiona está coberto de uma fina camada de vírus desenhados especialmente para o efeito e que convertem a força aplicada numa carga eléctrica.
   Trata-se de um primeiro gerador capaz de produzir electricidade mediante o aproveitamento das propriedades piezoeléctricas de um material biológico. A piezoelectricidade é a capacidade que tem um sólido de acumular carga eléctrica como resposta a uma tensão mecânica (como acontece num gira-discos, por exemplo). Este método poderá dar lugar ao fabrico de pequenos dispositivos que produzam energia a partir de dos movimentos habituais em qualquer tarefa quotidiana, como subir as escadas.
   É necessário fazer mais investigação, admitem os cientistas. Mas este trabalho é um primeiro passo para o desenvolvimento de geradores pessoais que poderão ser utilizados em nano-dispositivos e outros mecanismos baseados na electrónica de vírus, explica Seung-Wuk Lee, cientista da Universidade de Berkeley, professor de Bioengenharia e director desta investigação



Vírus M13
   Os investigadores utilizaram o vírus bacteriófago M13, que ataca apenas as bactérias sendo, assim, inofensivo para os humanos. Por ser um vírus consegue reproduzir-se aos milhões em poucas horas proporcionando um fornecimento constante. Além disto, é fácil de manipular geneticamente.
   Para determinarem se o vírus era piezoeléctrico, aplicaram um campo eléctrico numa película de vírus M13, observando o que ia acontecendo com um microscópio. Viram, então, que as proteínas helicoidais que envolvem os vírus se retorciam e giravam, um sinal seguro do efeito piezoeléctrico.
   Os cientistas melhoraram o sistema empilhando películas compostas de camadas individuais de vírus. Uma pilha de 20 camadas de espessura mostrou um maior efeito piezoeléctrico. Fabricaram, depois, um gerador de vírus, baseado nessa energia. Criaram condições para que os vírus modificados geneticamente se organizassem espontaneamente numa película de camadas múltiplas, que se intercalou depois entre dois eléctrodos revestidos a ouro e conectados por cabos a um ecrã LCD.
   Quando se aplicou pressão sobre o gerador, este produziu um máximo de seis nano-amperes de corrente e 400 milivolts de potência. Os investigadroes estão ainda a tentar melhorar esta técnica.





  • É otimo que os investigadores consigam desenvolver tecnologias que permitam que a humaninade continue a usufruir da eletrecidade mas de uma forma mais sustentável. Quem sabe se daqui a uns anos não seja possivel vivermos sem a ajuda dos combustiveis fosseis ... 

Fonte de imagem e informação: www.cienciahoje.pt


  

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Qualidade das águas melhora

   O mapeamento das bacias hidrográficas de minas aponta melhora na qualidade das águas nas bacias hidrográficas de Minas.    O levantamento realizado pelo Igam revela aumentos significativos nos índices de despoluição das águas.

    O Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) divulgou, esta terça-feira (08), o Mapa de Qualidade das Águas 2011. O lançamento aconteceu durante a 76ª Reunião Ordinária do Conselho Estadual de Recursos Hídricos, no plenário do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam), em Belo Horizonte.
   De acordo com o Mapa, houve melhora na qualidade das águas em bacias hidrográficas mineiras em 2011. As bacias do rio Grande e Paranaíba registraram 11% e 25% de ocorrências, respectivamente, de Índice de Qualidade das Águas (IQA) bom. No Rio São Francisco os bons resultados foram constatados nas sub-bacias do Paracatu, Urucuia e Verde Grande. Nelas, a análise revelou 47%, 43% e 8%, respectivamente de IQA bom, sendo que a do rio Urucuia passou de 28%, em 2010, para 43% em 2011.
   O monitoramento das águas avalia a situação das bacias hidrográficas do Estado por meio de vários indicadores. Além do IQA, são avaliados a Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), a Contaminação por Tóxicos (CT), o Índice de Estado Trófico (IET), a Densidade de Cianobactérias e os ensaios de Ecotoxidade.
   O IQA é o indicador que avalia a contaminação dos corpos hídricos em decorrência de matéria orgânica e fecal, sólidos e nutrientes. De forma geral, em 2011 observou-se o aumento das ocorrências de IQA Médio nas bacias mineiras, passando de 55%, em 2010, para 61%, em 2011. Ao mesmo tempo, foi registrada a diminuição da ocorrência de IQA Ruim, de 22% para 21%. A ocorrência de resultados de IQA Muito Ruim se manteve constante, com taxa de apenas 1% de frequência, tanto em 2010 como em 2011.

  • O monitoramento da qualidade das águas dá-nos uma perspectiva para que sejam definidas políticas públicas de melhoria da qualidade das águas nessas bacias. Deste modo saberemos que as pessoas se começam a preocupar e a tentar agir para conservar um dos elementos mais preciosos do nosso planeta.
Fonte de informação e imagem: www.farolcomunitario.com

Enfraquecimento do sistema imunitário dos astronautas explicado

André Kuipers da ISS congela as amostras. (Foto: ESA/NASA)
  
   Um estudo realizada na Estação Espacial Internacional (ISS) oferece pistas para se perceber por que razão o sistema imunitário dos astronautas não funciona tão bem no espaço e as recentes descobertas podem beneficiar os mais idosos na Terra. A enzima 5-LOX poderá explicar como manter as células vivas e de boa saúde no sistema imunitário.
   Os astronautas estão sujeitos a diferentes tipos de stresse no processo de adaptação à microgravidade e embora já se soubesse que o sistema imunitário não funciona tão bem no espaço, perceber porque é que isto acontece é um dos motores da investigação espacial.
   Os investigadores da Universidade de Teramo, o Centro Europeu para a Pesquisa do Cérebro e a Fundação Santa Lucia descobriram que uma enzima, denominada 5-LOX, torna-se mais activa em ambientes de ausência de gravidade. A 5-LOX regula de certo modo a esperança de vida das células. A maior parte das células divide-se e regenera-se, mas o número de vezes que isto acontece é limitado.
   Será que são alterações na actividade da enzima 5-LOX que estão a afectar a saúde dos astronautas no espaço? Para descobrir a resposta, os cientistas precisaram de testar a sua teoria no único laboratório em que se pode ‘desligar’ a gravidade: a Estação Espacial Internacional.
   A experiência foi a seguinte: Foram recolhidas amostras de sangue de dadores saudáveis, enviadas posteriormente para a Estação. Uma parte do sangue foi exposta à ausência de gravidade por dois dias, enquanto a outra foi mantida numa pequena centrifugadora para simular a gravidade da Terra. As amostras foram então congeladas e enviadas para a Terra, para análise.


   Tal como previsto, a actividade da 5-LOX era maior nas amostras que estiveram em ausência de gravidade do que nas amostras da centrifugadora ou de que no sangue que ficou em terra. Na realidade, as amostras da centrifugadora mantiveram-se idênticas às amostras em terra.
  Mauro Maccarrone, da universidade de Teramo, explica, “agora temos um alvo, uma enzima que pode ter um papel importante no enfraquecimento do sistema imunitário. A 5-LOX pode ser bloqueada com moléculas que já existem, portanto a utilização destas descobertas na saúde das pessoas é uma realidade próxima.”

   A investigação em torno da enzima e dos compostos com ela relacionada continuará. Uma experiência de follow-up voltou à Terra numa cápsula Soyuz, com a expedição 30, na semana passada. Os cientistas procuram agora outras alterações nas células de forma a perceberem o mecanismo por completo.
Limitar a actividade biológica dos sinais celulares, tais como os controlados pela 5-LOX, pode inclusivamente atrasar o processo de envelhecimento.

 
  • Estas descobertas estão a ser partilhadas entre a comunidade científica, em especial com os investigadores que se dedicam ao estudo das deficiências imunitárias. Esperamos assim que os idosos possam beneficiar deste campo de investigação.


Fonte de imagem e informação: www.cienciahoje.pt



sábado, 5 de maio de 2012

El Niño

   O El Niño (ou ENSO) é o maior fenômeno climático global. Representa a fase do aumento periódico da temperatura da superfície do oceano Pacifico Equatorial e tem uma duração de 9 a 12 meses, em intervalos regulares às vezes de dois em dois, outras de dez em dez anos, alterando a circulação dos ventos alísios - são ventos que ocorrem durante todo o ano nas regiões tropicais e são o resultado da ascensão de massas de ar atmosférico que convergem de zonas de alta pressão, nos trópicos, para zonas de baixa pressão, no Equador, formando um ciclo; são ventos húmidos, que provocam chuvas nos locais onde convergem. Esta onda de calor no mar chama-se El Niño porque aparece normalmente na época do Natal, fazendo referência ao Menino Jesus.
   Vários cientistas acreditam que a interferência humana na atmosfera tem culpa nessa alteração. Outra teoria, recentemente anunciada, afirma que o aquecimento das águas do Pacífico é causado pelo calor do magma vulcânico liberado no fundo desse oceano.

   Junto ao Peru, a água do mar é normalmente fria e cheia de fitoplâncton, o que favorece a concentração de cardumes. Mas a presença de El Niño afasta os cardumes, provocando grandes problemas para a indústria pesqueira. A temperatura da água eleva-se, tendo alcançado 8°C acima do normal na década de 80. El Niño vem ocorrendo todos os anos desde 1990, o que é inédito, pelo menos neste século.
   A corrente oceânica quente durante o El Niño tem uma grande influência nas condições meteorológicas em todo o globo. Os eventos climáticos do El Niño podem causar aumento de precipitação, cheias, tempestades mas também secas e por vezes fogos florestais devastadores.
   As principais consequências de El Niño hoje são: a alteração da vida marinha na costa oeste dos EUA e do Canadá e no litoral do Peru; o aumento de chuvas no sul da América do Sul e sudeste dos EUA; secas no Nordeste brasileiro, centro da África, Sudeste Asiático e América Central e tempestades tropicais no centro do Pacífico.


  • Na aula de Geologia foi-nos proposto a realização de uma pesquisa sobre as alterações climáticas do nosso planeta ou fenómenos que possam contribuir para essas alterações. O tema que o nosso grupo escolheu foi o El Niño e aqui deixamos parte do nosso trabalho.


Fonte de informação: suapesquisa.com; Nasa
Fonte de imagem: NOAA - National Weather Service Forecast Office

Ciclo Hidrológico



   A água é o elemento de primeira ordem que torna a Terra o planeta mais especial e único de todo o Sistema Solar, além disso, este recurso natural é essencial á existência de Vida. No entanto, apesar de ser renovável, não deixa de ser frágil. O consumo hídrico aumenta drasticamente ao longo do tempo, e cada vez mais isto se torna um assunto preocupante., pois a ação humana tem vindo a alterar a sua qualidade, disponibilidade e adequabilidade para fins consumptivos e não só. Também o ciclo hidrológico se depara com algumas alterações e como sabemos o nosso planeta é constituído por vários ecossistemas que se relacionam entre si, e portanto, dependem da Hidrosfera, o que significa que uma perturbação na Hidrosfera, provocará consequentes desequilíbrios em todos os subsistemas da Terra.
    O ciclo Hidrológico designa-se como o movimento continuo da água ao logo dos vários subsistemas terrestres. É impulsionado pela força gravítica e pelo calor proveniente do Sol. Este último desencadeia uma reação na água que se encontra na superfície, que evapora e se desloca para a atmosfera onde condensa (nuvens) devido ao contacto com temperaturas mais baixas. Este estado é temporário pois devido á gravidade, esta mesma água tem de voltar a descer (sob a forma de chuva, neve, granizo…) através da precipitação. Ao precipitar a água pode cair no oceano ficando imediatamente apta a voltar a entrar no ciclo, ou nos continentes, mas aqui é diferente. Uma parte da água infiltra-se no solo e subsolo e contribui para o aumento de reservatórios de água subterrânea (aquíferos); outra parte experimenta o escorrimento superficial até chegar aos rios e mares; e há ainda outra parte que é absorvida ela vegetação, que a utiliza mais tarde na fotossíntese e a liberta de novo para a atmosfera sob a forma de vapor de água por evapotranspiração.



  • Exploração dos recursos geológicos e exploração e contaminação das águas superficiais e subterrâneas: os temas que deram lugar á abordagem do ciclo hidrológico como tópico chave nas aulas de Geologia durante o leccionamento da matéria. É importante entender como através deste recurso natural relaciona o planeta Terra e todos os seus subsistemas num equilíbrio perfeito, o que nos levou a postar sobre o ciclo da água.

Fonte do video : Youtube
Fonte de informação: LNEG - Laboratório Nacional de Energia e Geologia

sexta-feira, 4 de maio de 2012

A maior e mais brilhante lua do ano aparece no céu de amanhã




   A maior lua do ano fará o seu aparecimento no céu de amanhã. A “super lua”, como é vulgarmente conhecida, aparecerá maior e mais brilhante a olho nu. A NASA explicou que a melhor ocasião par observá-la será quando ela aparecer no horizonte, ao final da tarde.
   A super lua está geralmente associada a desastres naturais, mas os especialistas asseguram que apesar de influenciar a intensidade das marés, especialmente no Oceano Atlântico, será sem consequências.
  Durante a realização de sua rotação à volta da Terra, em determinados momentos o satélite natural fica mais próximo do nosso planeta Terra (aproximadamente 360 mil quilômetros de distância) – o perigeu. Quando a aproximação se dá paralelamente às fases da Lua Cheia ou Lua Nova, ocorre o fenómeno conhecido como “super lua”.
   É-lhe também atribuída a capacidade de influenciar o humor das pessoas, por isso, decorrente do latim, se formou a palavra “lunático”; no entanto, os investigadores não encontram qualquer relação com incidentes criminosos ou comportamentos humanos invulgares.
   Segundo o Observatório Astronómico de Lisboa, no
Porto, o nascimento ocorrerá às 20h12 e o ocaso será às 5h40. Em Lisboa, a Lua irá nascer às 20h9 e pôr-se-á na madrugada de domingo às 5h47. Este será o primeiro de seis grandes eventos celestiais que estão previstos para o mês de Maio.


Fonte: www.cienciahoje.pt