domingo, 12 de fevereiro de 2012

Os Glaciares

   Os glaciares são massas de gelo que se originam à superficie terrestre devido à acumulação, compactação e recristalização da neve. A neve é a matéria-prima a partir da qual se origina a grande massa de gelo que constitui o glaciar. Para que surja um glaciar numa região, é necessário que a precipitação nival nos meses mais frios seja abundante e, desse modo, supere a quantidade daquela que se funde no Verão. A neve acumulada ao longo de vários anos transforma-se gradualmente em gelo. Após a queda de neve, e quando as temperaturas permanecem abaixo do ponto de congelação, os cristais de neve experimentam alterações devido à ação do seu próprio peso, os cristais de neve passam de cristais hexagonais para grãos arredondados. Esta neve recristalizada de aspeto granular, mais compacta e com maior densidade denomina-se de nevado. À medida que se acumula nevado, o peso vai originar um aumento de pressão sobre as camadas inferiores, ocorrendo a compactação destas, porque os espaços ocupados por ar vão diminuindo.
   Os criastais de gelo que se vão amontoando formam camadas cuja espessura pode ser superior a 50 metros e que após consolidação transforma o nevado numa massa sólida formando-se o gelo glaciário propriamente dito.
   Atualmente, a formação de glaciares está confinada a duas regiões: zonas de baixas altitudes (zonas polares) e zonas de elevada altitude, como em certas regiões montanhosas.
  

Antártida

   Existem também dois tipos de glaciares:


Gronelândia

-> Calotes polares ou inlandsis -são grandes massas de gelo que cobrem permanentemente, e quase por completo, o relevo sobre o qual se depositaram. Por vezes, na periferia destes continentes, em zonas mais inclinadas, desprendem-se grandes massas de gelo que atingem o mar, ficando a flutuar, originando os icebergues. Na atualidade existem dois grandes calotes polares, um na Gronelândia e outro na Antártida.  

-> Glaciares de montanha - massas de gelo que não cobrem por completo a topografia da região, estando limitadas por paredes rochosas escarpadas.
  Estão localizadas em zonas de grande altitude.
  Nos glaciares de montanha pode reconhecer-se o glaciar de vale (apresenta na zona de cabeceira uma depressão em forma de anfiteatro, rodeada por vertentes muito abruptas), os glaciares de circo (ocupam apenas uma depressão semiesférica, sendo frequentemente o resultado do recuo de um glaciar de vale,que perde a respetiva lingua glaciária, ficando o gelo confinado ao circo na zona de cabeceira).
 

Glaciar de circo

  •  Os glaciares são fenómenos da natureza admirados por todo o mundo, e devido à introdução desta matéria nas aulas, decidimos publicar algo sobre glaciares.
  •  A partir deles podemos saber se o clima foi sempre estável no nosso planeta ou se tiveram algum contributo para a formação de relevo terrestre.

Fonte de informação: Manual Escolar Geologia 12ºano - Porto Editora
Fonte de imagens : www.glaciares.org e www.noticias.terra.com

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Carta Topográfica

Como foi referido em publicações anteriores, foi-nos proposto na aula de Geologia fazer a elaboração de uma carta topográfica a partir de uma facultada pelo professor.

Parte da carta topográfica original

Com a ajuda do programa informático Inkscape, o resultado foi este:



Fonte: Cátia Alexandra e Sara'S

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Terramoto ameaça novamente Grande Lisboa

Carlos Cancela Pinto



   “Existem três grandes falhas sísmicas que afectam a região da grande Lisboa e que são muito provavelmente activas: a Falha de Vila Franca de Xira, a Falha do Pinhal Novo e a Falha de Samora Correia – Alcochete”. Esta é a principal conclusão de um recente estudo realizado por Carlos Cancela Pinto, investigador da Unidade de Recursos Minerais e Geofísica do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG).   O geólogo revelou que “foi calculado o sismo máximo expectável para cada uma das falhas e chegou-se à conclusão que a primeira poderá gerar um sismo de magnitude 7.06, a segunda de 6.42 e a terceira 6.52”.A descoberta permitiu “identificar as falhas geológicas capazes de gerar sismos e destruição e perda de vidas na região da grande Lisboa”, afirma Carlos Cancela Pinto.
  Do ponto de vista económico, político e de ordenamento, o cientista considera necessária uma “maior atenção e compreensão destes eventos de forma a prevenir os efeitos de uma catástrofe natural” como é um sismo. “Recordemo-nos do sismo do Japão de 2010 que, apesar da magnitude 9.0, a destruição causada pelo sismo foi pequena devido a politicas consistentes de construção e protecção civil”, exemplifica.
Para além disso, do ponto de vista científico, “este trabalho poderá abrir portas para novos projectos científicos que corroborem (ou não) as falhas identificadas e que melhorem a compreensão da Bacia Terciária do Vale Inferior do Tejo”, acrescenta.
Para além disso, do ponto de vista científico, “este trabalho poderá abrir portas para novos projectos científicos que corroborem (ou não) as falhas identificadas e que melhorem a compreensão da Bacia Terciária do Vale Inferior do Tejo”, acrescenta.
  
As linhas a tracejado indicam as prováveis falhas

   Os próximos passos que Carlos Cancela Pinto pretende dar incluem a investigação com instrumentos de sísmica de alta resolução e abertura de trincheiras nas zonas das principais falhas, com o objectivo de confirmar se estas falhas tiveram actividade nos últimos 25 mil anos e estudá-las, determinando o período de recorrência e sismos máximos expectáveis.


  • Como já vimos nas aulas, Portugal tem um contexto geológico bastante interessante. Nesta publicação decidimos dar relevância a um outro assunto de grande importância. Achamos que esta noticia nos remete ao grande terramoto de 1755, e que o país deveria tomar esse caso como exemplo para que, caso esta investigação se confirme, não haja tanta destruição a nível cultural, económico e não só.

Fonte: www.cienciahoje.pt

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Nova carta geológica de Portugal

   Até há bem pouco tempo existia apenas uma carta geológica de Portugal, completamente desatualizada, elaborada em 1968, que continha apenas o continente e que foi realizada antes da divulgação da teoria das Placas Tectónicas e da evolução recente de conceitos científicos ligados à geologia, apresentando assim um grande défice de informação e precisão.
   Foi, então, pela primeira vez, em 2010, publicada uma carta geológica que descreve, à mesma escala, o substrato geológico (camada do solo imediatamente abaixo da camada visível; subsolo) do território continental, das ilhas e de parte da região imersa no oceano português, pelo Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG)
   A carta construída à escala de 1/1 000 000, apresentada na feira “Portugal Tecnológico”, em Lisboa, no mesmo ano, foi realizada com a adoção de novas tecnologias, mais eficazes, relaciona a diversidade do substrato geológico do território com as respectivas idades geocronológicas.
   “Há quem pense que a geologia é monótona, mas no nosso país é extremamente complexa e há muita diversidade, porque é uma daquelas zonas das periferias dos continentes que têm sido actuadas por diversos ciclos geológicos», explica à Lusa Luísa Duarte, da Unidade de Geologia e Cartografia Geológica do LNEG.”
   O solo continental português apresenta vestígios de períodos remotos da história geológica da Terra, como por exemplo do período Pré-Câmbrico (entre 4,5 milhões e 60 milhões de anos atrás), a existência de provas naturais do ciclo em que se iniciou o movimento da tectónica de placas e se formou a atmosfera e, consequentemente, apareceu a vida na Terra.
   «Vamos agora fazer um estudo com a Empresa Eléctrica da Madeira, para ver se há possibilidade de encontrar energia geotérmica ainda quente, que nos permita trazer um fluido para cima e assim produzir electricidade», contou a especialista.”Telmo Bento dos Santos, membro do LNEG, afirma que nova carta geológica era aguardada já há bastante tempo pela comunidade científica e, além de ser «uma síntese importante da geologia nacional», vai permitir cooperar internacionalmente com projectos como o da OneGeology Europe, cujo objectivo é fazer uma carta da Europa à escala 1/1 000 000.
Este geólogo salientou ainda que este tipo de projetos cartográficos são extremamente importantes, pois «permitem identificar e valorizar economicamente os recursos endógenos; servem de base à prospecção mineira e de recursos energéticos; dão suporte ao ordenamento do território e definem zonas de risco geológico», como regiões sísmicas, vulcânicas, de vertentes ou de queda de arribas «como a que aconteceu no ano passado na praia Maria Luísa».


  • No decorrer das aulas de Geologia, do 12ºF, da escola Secundária de Fafe, foi organizada a realização de vários exercícios relacionados com a topografia; da mesma maneira foram abordados temas como a importância das cartas geológicas inerentes de uma dada região. Daí termos feito referência a esta notícia pois, como percebemos, é essencial conhecer a morfologia de certas áreas, com vista a promover a segurança social. Como tal, a elaboração de uma carta geológica devidamente atualizada, foi um acontecimento científico que merece ser salientado e valorizado.


A nova carta geológica



Fonte de informação: TVI24
Fonte de imagem: bgnaescola.wordpress.com

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Museu Geológico

   O primeiro museu a ser criado em Portugal dedicado à Geologia e integrado nos organismos que a nível nacional têm vindo a cartografar e investigar a infraestrutura geológica portuguesa.
   A história do Museu Geológico está intimamente ligada à da Comissão Geológica, criada em 1857, e dos vários organismos oficiais que lhe sucederam.
   Na altura iniciou-se um período de intensa atividade que conduziu, em 1876 à publicação da primeira Carta Geológica de Portugal na escala 1:500.000, uma das primeiras a nível mundial, reeditada em 1899.
   Esta atividade teve como consequência a colheita de milhares de amostras, que à medida que iam sendo estudadas, classificadas e publicadas, iam sendo incorporadas no maior arquivo estratigráfico e paleontológico até hoje constituído em Portugal. Em 1918 deu-se a reestruturação que deu origem aos "Serviços Geológicos de Portugal", prestigiado organismo que, juntamente com o Serviço de Fomento Mineiro e a Direcção Geral de Geologia e Minas passaram a constituir, nos anos noventa, o Instituto Geológico e Mineiro. 
   Em 2003, dá-se nova reestruturação e este Instituto é extinto e passa a fazer parte do INETInovação.

  • Achamos apropriado publicar as origens da primeira carta geológica portuguesa, visto que o nosso último post era sobre cartas geológicas.
  • Achamos também interessante partilhar que Portugal tenha sido dos primeiros paises em todo o mundo a ter um "Serviço Geológico" e atualmente ser o único país na Europa a não possuir um organismo autónomo na área das Geociências. Na nossa opinião é um bocadinho insólito, não é verdade ? :( 
Fonte de informação e imagem: www.algarvivo.com

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Cartografia Geológica



   Uma carta geológica é um documento cientifico e técnico onde se encontram sintetizadas, sobre um fundo topográfico, informações relativas aos materiais rochosos e aos fenómenos geológicos que ocorrem na região que se encontra abrangida pela respectiva carta.
   Em determinadas situações, é necessário recorrer às cartas geológicas, tais como:
- a prospecção e exploração de recursos energéticos, minerais;
- a selecção e caracterização de locais para a implantação de grandes obras de engenharia;
- estudos de caracterização e preservação do ambiente;
- estudos de previsão e de prevenção de fenómenos naturais, como, por exemplo, dinâmica de vertentes, actividade sísmica e vulcânica;
- a compreensão dos padrões de ocupação histórica do território;
- estudos científicos diversos.
A produção em Portugal de mapas com esta informação é abundante (Cartas Geológicas de Portugal, as Cartas Gerais do Continente, as Cartas Hidrogeológicas ou as Cartas Regionais do Continente),e quer os temas quer as escalas a que a diferente cartografia é publicada é reveladora da importância destas matérias no quadro da produção geral de cartografia em Portugal.

Exemplo de uma Carta Geológica

  • Como é possivel verificar através destas cartas geológicas, o nosso país é riquissimo em matérias geológicas. Temos uma das cartas mais interessantes, a nível mundial, no que diz respeito a recursos minerais. É uma pena não aproveitarmos aquilo que a natureza nos oferece.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Ciência Maltratada


Capa do "Dicionário de Geologia"



   Foi lançado o «Dicionário de Geologia» de A. M. Galopim de Carvalho. 
  Trata-se de “uma contribuição para vulgarizar e incrementar a divulgação da Geologia em Portugal, que continua muito maltratada”, afirmou o autor.
  O «Dicionário de Geologia» “é uma obra antiga, que demorou muitos anos a fazer”, referiu o autor. O resultado pode ser lido pelo público em geral pois “a escrita é feita de maneira acessível a qualquer não geólogo”, sublinha.
  Actualmente, a produção de terminologias é, segundo o ex-ministro da ciência, o elemento mais forte porque é nela que se condensa a capacidade de uma comunidade científica de comunicar organizadamente com as outras profissões e com os profissionais da comunicação.
  “Sem dicionários e sem terminologias científicas não há comunicação rigorosa, não há ensino das ciências, não há sequer pensamento científico organizado”, concluiu.


  • Realmente, a Geologia não é uma ciência muito divulgada em Portugal, apesar das suas riquezas e das contribuições que esta ciência poderia trazer para o país. É importante que alguém se dedique a divulgar esta ciência e que contribua para o desenvolvimento da mesma.
Fontes: http://www.cienciahoje.pt/ e http://www.engeoweb.blogspot.com/